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Gideoni Monteiro superou a fase mais difícil de sua vida para chegar à Olímpiada

Quem vê o tranquilo Gideoni Monteiro em uma sala de aula da faculdade ou de um curso oferecido pela Specialized, não imagina que ali está um atleta que enfrentou várias dificuldades e representou o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Foi assim, durante o curso de Produto, Vendas e Comunidade, do SBCU (Specialized Bicycle Components University), na semana passada, que Gideoni relembrou sua trajetória no esporte, as dificuldades e conquistas até sua parceria com a marca, assinada no começo do ano.

E justamente o impulso para a maior conquista começou com aquele que o próprio atleta considera o período mais difícil de sua vida.  Foi assim o ciclo de quatro anos que começou com um acidente e terminou no velódromo do Parque Olímpico.

Gideoni recebe atendimento depois do acidente com um caminhão em 2012

“Passei três anos correndo na Itália e voltei para o Brasil em 2012. Estava treinando com a equipe de Ribeirão Preto e fui atropelado. Desses altos e baixos da vida, esse foi um ponto bem baixo e abriu uma sequência de vários eventos negativos. Tempos depois perdi meu pai e, na mesma época, fui mandado embora da equipe”, relembra Gideoni. Vivendo de favor na casa de um amigo, sem equipe e perspectivas, o temor da aposentadoria era grande. “Pensei ‘o que vou fazer da minha vida?’ porque perdi meu pai e não sabia se parava. Conversei com muita gente que me apoiava e todos falaram que eu precisava dar a volta por cima, tinha trabalhado tanto e não podia parar”.

E Gideoni não parou. Analisou o cenário do ciclismo brasileiro, pensou nas possibilidades que teria e decidiu: A única maneira de dar a volta por cima seria disputando os jogos olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. “Sabia que na estrada era muito difícil então pensei na pista. Era uma prova sem alguém específico, tinha a possibilidade da vaga e entrava nas minhas características. Isso tudo eu pensei deitado em casa e olhando para o teto antes de dormir”. Decisão feita, era hora de começar a preparação. Vídeos no YouTube, aprendizado sobre classificações e muito treino. Rapidamente, os resultados começaram a surgir. Veio o título brasileiro, a quarta posição no Campeonato Sul-americano e o sonho da vaga olímpica começava a se aproximar.

Por quase dois anos, Gideoni se preparou na Suíça até que teve confirmada a sua vaga na Rio-2016. “E o legal é que minha vaga foi conquistada, não foi por causa do país sede. Tive que passar o sistema igual o restante do mundo. Foi a vaga merecida, conquistada. E fui o único brasileiro que estava na pista”, ressalta Gideoni, o primeiro brasileiro no ciclismo de pista de uma olímpiada depois de 24 anos. “Até hoje me arrepia. Eu não esperava a quantidade de gente que tinha no velódromo. Assim que entrei na pista a galera começou a vibrar. Foi emocionante”, relembra Gideoni, visivelmente emocionado.

Hoje, quase dois anos depois da participação na Rio-2016, Gideoni Monteiro segue participando de competições e sabe que se tornou uma referência no ciclismo, mas tem feito outras atividades fora da bicicleta, sempre relacionadas ao mundo do esporte. “Comecei a me preparar paralelamente para outra opção. Voltei a fazer faculdade, estou fazendo marketing. Estou junto com a Specialized para poder ajudar no desenvolvimento da marca, fortalecer o posicionamento. Para mim, isso é prazeroso”, assinala. “Fico feliz de ser essa referência e procuro ao máximo estar próximo de quem me acompanha e passar o que vivi para todos. É uma estrada de mão dupla. Mesmo chegando lá eu quero estar próximo de todo mundo”.

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